Jayr Peny - ENTREVISTA

dezembro 27, 2013 JAYR PENY 0 Comments

 1-      Onde nasceu Jayr Peny e o quê o motivou a mudar de país?

"Nasci em 12 de maio de 1965 em Natal / Brasil.
Em 1993 do século XX, a convite do Marchand de Arte caroica Josenilson Figueiredo, viajei para a cidade do Rio de Janeiro, primeiro para aceitar o convite, e em segundo pelas grandes possibilidades que o mercado de Arte daquela cidade apresentava (e apresenta até hoje.)
No final de 1994 fui contratado por uma galeria em Aveiro, cidade situada no norte de Portugal para realizar uma exposição e permanecer por três meses como artista residente. Em Portugal fui muito bem recebido tanto a minha pessoa como em especial, o meu trabalho. Percebi que a posição geográfica de Portugal com relação aos grandes mercados de Arte Europeus era previlegiada e decidí ficar por mais tempo. Foi quando encontrei a minha “cara-metade” então o “ficar mais tempo” tornou-se definitivo."

2-      Jayr, como você descreve a trajetória de sua arte, nestes 30 anos de carreira?

"Descrevo como o resultado natural de muita insistência numa vontade de representar através  da Arte os meus sentimentos e o mundo que me rodeia. Foi e contiua a ser, muito involuntárias as minhas escolhas, tudo ocorre ao sabor das minhas vontades e aspirações nesse universo profundo e desafiador que é o mundo da Arte. Ver e representar as “coisas” a nossa volta com “olhos” de artista. Que venham mais trinta!"

3-      Como você avalia a repercussão do seu trabalho, no cenário das artes plásticas, no Brasil?

"Acho que ainda a muito para ser feito nessa âmbito, não é fácio encontrar o seu “lugar ao sol” nessa área, e eu não sou esseção a regra. O Brasil é uma grande potência também quande se trata de produção artistica e na quantidade artistas.  Há uma infnidada de pessoas fazendo Arte com muita qualidade no cenário da Arte contemporânea brasileira. Contudo,  na medida do possível, vou expondo as minhas idéias e a minha Obra não diria que já é, mais vai sendo reconhecida."

4-      O que você considera necessário para um despertar mais incisivo, no que se refere ao incentivo às artes e à cultura em geral, no Brasil, estando você nos circuitos onde as coisas acontecem?

"Aqui na Europa esse “despertar” para os ditos produtos culturais, é uma realidade já a muito tempo, até mesmo por uma questão de tradição e de herança histórica. Digamos assim, se o meu percurso fosse inverso a probabilidade de “vingar” a minha Arte no Brasil seria quase nula. Acho que é preciso uma re-educação em todas as áreas relaciaonadas a cultura para que o simples cidadão cimum possa reconhecer, e ter o tal senso crítico para separar o jôio do trigo. Enquanto não houver essa tal “re-educação” cultural continuaremos (nós brasileiros) a “gato” por “lebre”.

5-      Quanto ao estilo artístico, percebe-se a manifestação surrealista em suas obras, Você se sente mais influenciado por Vito Campanella ou Salvador Dali?

"Sou “Dalí-maíaco” por natureza…Dalí sempre!"
   
  6- Todo artista tem como objetivo se tornar reconhecido pelo seu trabalho, no entanto há também o interesse em comercializar as suas obras. Há compradores das suas obras no Brasil e na Europa?

"Claro, ao longo desses trinta anos tenho colecionadores e “torcedores” no Brasi, Portugal, Estados Unidos da América, Itália, França entre outras “paragens” por esse mundo afora."

7-      Qual das suas obras está mais intimamente ligada ao seu modo de pensar e que venha a representar o movimento artístico que você se sente inserido?

"O escritor e crítico de Arte português Fernando Moniz Lópes definiu o meu estilo com a seguinte expressão: “o geometrismo figurativista de Jayr Peny”  Acho que ele foi feliz na expressão, contudo todo artista persegue uma idéia, um objetivo, e esse objetivo pode estar iserido numa escola ou um determinada forma de pintar de algum outro artista vivo ou morto. Como eu tenho e sempre tive uma produção artística fecunda, produzo muitos Obras onde busco essa tal geometrismo figurativista, fica difícil escolher uma representaiva, talvez o quadro “Dois Patameres” apresenta muito bem estas dois fatores a figura e o geométrico."


8-      Na Europa existiram íncones das artes plásticas como Picasso, Salvador Dali, Matisse, Rembrandt e diversos pintores conhecidos mundialmente. No Brasil tivemos Anita Malfatti, Alfredo Volpi,  Cândido Portinari, Di Cavalcanti e outros. Atualmente no Brasil e na Europa existem pintores de renome e que tem as suas obras procuradas por colecionadores?

"Como já referí, existe muita “gente bôa” fazendo muito bôa Arte. Mas devido ao momento atual em que vivemos, onde quase tudo ocorre numa velocidade descomunal, acho mesmo que existe uma certa “efemeridade” reinante nas “coisas” que nos redeia hoje em dia. Os grandes colecionadores atuais são corporações ligadas a grande teia financeira que influencia e suporta as “aparências” do mercado. Existem hoje (eu incluído) milhares e milhares de Portinares e Picassos. A essência deses grandes mestres continua a germinar e se multiplicar e manfesta-se em vários nomes hoje muits procurados tanto na Europa como no Brasil. Sim, também aqui nesse campo a lei da oferta e da procura continua vibrante."

9-      Já expos no Brasil e pensas em realizar alguma exposição nos próximos meses?

"Com certeza, já fiz várias exposições no Brasil e ganhei muitos prémios também,  pois aí que eu iniciel a minha tragetória. Para comemorar os meus trinta anos de carreira criei a iniciativa “2014 DEFINITIVAMENTE PENY! Trinta anos de Arte” com vários eventos agendados. Ente eles, o lançamento do meu site oficial quae já está online www.jayrpeny.com e uma ou duas exposições no Brasil no segundo simestre de 2014, talves em São Paulo ou no Rio, ainda estou em negociações."

10-   As suas considerações finais.

"Gostaria de agradecer a todos que ao longo desses trinta anos nunca deixaram de acreditar assim como eu, que vale sempre a pena lutar pelo que gostamos de fazer.

Arte sempre!"



Fotografias: Ryajsurré - 2013